• Rafael Urquhart

Como transformar um sonho em uma história convidativa?

Atualizado: 6 de abr.

Contexto:

"Aberta e que aproxime outros ao sonhar e transformar esse sonho em algo maior e concreto"(texto 29/04/2022)


Começo pela pergunta, ela carrega em si ares convidativos, provocativos e/ou sistêmicos. Transformação de sonho em história? Ou transformação de história em sonho?


Uma pausa de reflexão ao escrever...

Tenho percebido que minha prática de perguntas e reflexões, tem começado, inconscientemente, à fazer uma pergunta associada à um contexto. Destaquei o contexto no inicio do texto, pela total importância que ele remete. Uma pergunta desassociada de contexto fica imersa num campo de infinitas possibilidades.


Trazer o contexto do sonho, para um contexto ABERTO, APROXIMATIVO E EXECUTÁVEL em formato que possa virar uma bela história convidativa torna mais fácil a captura de sentido e reflexão da qualidade das descrições e bordas desse sonho.


O sonho da Simplify em 2018 se tornou uma experiencia interessante, de sonhar, de receber, de convidar para sonhar e colocar a mão na massa juntos. A causa não era tão clara, tão objetiva, estava em aberto. "Para que simplificar?". A causa em si carregava o paradoxo:


Simplificar as relações x Um modelo complexo para essa simplificação.


A forma em si era mais clara que a causa, e isso de alguma forma aproximou, convidou, tornou exequível pelo tempo necessário e suportável. Não houve problemas no convite, se não uma clareza de causa que tornasse o convite em uma história objetiva.


Estou imerso em um novo sonho, 100 ou mais vezes maior que a Simplify. E chamo de sonho por que realmente algo esta se materializando no meu imaginário ainda, tomando formas em papel.


Fiz alguns rascunhos em como contar a história desse sonho, e percebo alguns equívocos, talvez erros graves, mas que ainda podem ser corrigidos nessa narrativa.


Tentei contar o sonho pela minha história, pelos sonhos que experienciei e que me levaram ao sonho atual. O fator histórico é importante. Mas carrega um ego sútil, que não da espaço a outras peças de um possível sonho coletivo.


Perceber isso, faz com que na história desse sonho eu me coloque como parte, e não como centro. A história assim começa mudar, e iniciar por outro ponto.


"O mundo estava desse jeito, confuso, isolado, distante, cercado por paredes e um pouco triste. As regras do jogo mudaram rapidamente nesse mundo, permitindo uma nova liberdade de ir e vir. Muitas pessoas começaram a experimentar a delicia de viajar, como o nomadismo antigo, começaram a migrar pro calor quando faz frio, ou contrariando a lógica para o frio quando faz calor. Da montanha para o mar, do mar para os grandes centros e por que não, aquela velha e boa emigração rural, começando novos planos em pequenas cidades isoladamente distantes, derepente boa parte desse mundo se via nômade


Nesse contexto emergiu uma necessidade tremenda em um fulaninho de operar num modelo contrário. Para ele não fazia muito sentido o mudar e mudar, mas sim a possibilidade de interagir com mais pessoas de uma diversidade geográfica significativa. Por que não receber essas pessoas "em trânsito"em um lugar diferente e convidativo?


Que tal um lugar ou vários, com um conceito novo, onde as pessoas que passarem por lá possam experimentar uma vista ampla, de quilômetros a frente semelhante a quando olhamos o horizonte ao mar. Que nesse lugar também seja possível se inserir em meio a mata, mergulhar na jornada da natureza e suas curas, trilhas, sons, cheiros e tatos. Somado ainda a possibilidade incrível, de morar, interagir, trabalhar e degustar. Próximo a pista de decolagem, e distante do barulho dos motores."


É interessante que nesse pequeno experimento de "sonho história", ficam diversas portas abertas para entrar, na imaginação presente entre "um ou vários", ou no paradoxo da pista do sonhar e os motores do fazer.


Não sei de fato ainda se esse sonho vai se tornar realidade, a certeza que tenho é que acaba de nascer uma linda história convidativa, como uma flor que se abre a receber a visita e contribuição de diferentes seres. Pronta para se transformar nos ciclos que hão de vir.


Se consegui responder a pergunta? Não sei, talvez responder nunca seja o objetivo, apenas refletir, explorar, brincar e se divertir com o que a imaginação é capaz de nos contar.


Consertar sistemas? Ou criar novos que tornem obsoleto o anterior?



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