• Rafael Urquhart

Como as pessoas do teu entorno percebem teus passos?

Seria presunção minha saber esse como, não saberia descrever como eu percebo os passos dos demais, imagine o contrário. Ainda assim é uma pergunta que me coloca em reflexão. Olho primeiro pela minha perspectiva, acompanho o caminhar de diversas pessoas, não todo o caminhar e nem 1% da caminhada. Mas conheço alguns vales e também montes escalados, acompanhei de perto uma série de êxitos, e muitas frustrações, mas incrivelmente na minha memória tenho o caminhar positivo daqueles que eu quero bem. Invariavelmente enxergo essas pessoas melhores do que quando conheci, sinal de que todos estamos evoluindo. Ainda assim a janela da minha perspectiva é muito pequena e míope, não consigo perceber o todo, percebo alguns passos.

Acabo de perceber que a pergunta pode ter um enfoque interessante. E se? E se a pergunta fosse acrescida de um pequeno detalhe? Como as pessoas do teu entorno percebem alguns dos teus passos?

Fica mais fácil de eu traçar a minha perspectiva.

Aquelas que deram os mesmos passos junto comigo percebem uma cumplicidade, uma troca, uma parceria, afinal vivemos mesmas situações juntas, mesmo que os contextos de perspectiva e sentimentos tenham sido diferentes. De alguma forma as pessoas que deram os mesmos passos que eu compartilham de sentimentos, alegrias, conquistas e também frustrações. Estes passos são assuntos lindos quando nos encontramos.

Existe um outro grupo que foi afetado, inspirado, positivamente ou não pelos meus passos. Aos que não impactei legal, talvez a percepção seja terrível do meu passo, algo conectado ao meu ego no pior modelo de demonstração ou ainda corrompendo minhas intenções traçando um panorama de vitima para quem conta e no meu caso de vilão. Não excluo a perspectiva negativa pois ela existe, afinal meu passo se propagou de forma não positiva. Ainda assim também existe talvez em mesma proporção aqueles que foram afetados e inspirados positivamente, me colocando talvez numa posição de herói, elevando as expectativas sobre meus próximos passos, mas na mais simples das percepções a demonstração de gratidão pelo passo que dei e foi sentido.

Percebo que existem 3 possibilidades, sou vilão, herói ou parceiro para quem percebe meus passos. Excluo aqui os que não percebem, já que isso não é responsabilidade minha. Fico conectado a percepção do “CAMINHAR JUNTOS”, é nela onde estabeleço as melhores histórias e conexões. É nesse campo onde encontro minhas melhores experiências sobre colaboração. Neste campo de caminhar juntos, os erros e acertos são ingredientes das histórias e não seus definidores. O ponto algo é o que fizemos juntos, e a forma fica mais leve ou pesada a depender dos desafios presentes nestes passos.

isso explica um pouco a forma que percebo colaboração, semana passada utilizei da frase que a colaboração não é criada, ela simplesmente acontece quando o ambiente propõe confiança, troca e que caminhemos juntos.

Me sinto leve agora, por perceber que os meus melhores passos ocorreram quando fiz algo junto com outros, assim a minha perspectiva se expande exponencialmente nas múltiplas percepções de quem viveu essa caminhada. Colaboração não se entende, se vive. É vivendo em colaboração que posso descreve-la, não explica-la. Descrever meus passos a partir do que viveram comigo seja talvez a melhor narrativa a reflexão. Não tenho um mínimo dessas descrições, mas sei que elas existem, só basta eu pedir.

Quais histórias gostaria de pedir para que os outros contassem sobre você?

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