• Rafael Urquhart

Como celebrar o desenrolar do projeto da nossa vida?


É mais complicado encontrar um como, quando não recordamos essas celebrações. Deveria ser simples fazê-lo. Celebramos grandes conquistas, passagens de ano, vitórias, mas o simples desenrolar, o dia a dia como fica?

Talvez na ânsia de buscar uma resposta imediata, eu precise passar por outros pontos até observar de que se trata esse como. “O projeto da minha vida” ou da nossa, tanto faz. Qual projeto? Ta escrito? Documentado? Planejado? Detalhado o suficiente? Será?

A palavra projeto me remete a estratégia, como se precisássemos entender primeiro pra poder fazer. Essa lógica perversa parece que volta e meia me visita, preciso entender a vida para poder vive-la? Preciso ter um projeto de vida para poder viver? Ou é mais simples.

Projetei muita coisa para o futuro no passado, até começar a empilhar frustrações de planos fracassados e isso doeu.

Mudei os rumos experimentando mais do não saber, do me jogar e ir vivendo o que se apresentava. Diferentemente funcionou bem. Não me faltou nada.

Mas ai vem os filhos, e parece que a necessidade de planejar retorna, para que eu não deixe faltar, baseado num pensamento escasso que preciso acumular, para reduzir o risco de faltar.

Segurança X todo o resto.

O fato de não planejar, em algum lugar me aprisiona numa missão de “tenho que” ou “falta de”.

Como celebrar o projeto se ele não existe? Será que não existe? E se o projeto for viver, aprender e deixar um legado de experiência? É possível celebrar essa experiência?

Quando começo a perguntar parece que as reflexões pipocam com facilidade, emergem, surgem leves sem pressão.

Talvez esse como seja se perguntar mais, através de um viés positivo. Qual o melhor que posso fazer hoje? O que de melhor estou fazendo agora? Onde esta o divertimento no que ta acontecendo? Estou passando bem? Consigo cuidar daqueles a minha volta? O dia foi/esta sendo/será positivo? Qual o melhor tempo para fazer o que quero fazer agora? O que aprendi hoje? O que estou experimentando de diferente?

Mais que nunca só me restam mais e mais perguntas. Ao escrever estas já senti um carinho particular. Não precisei responder nenhuma, o simples fato de perguntar acionou alguns gatilhos gostosos na minha mente. Percepções que não estava percebendo, seja do som, do clima, do calor, do corpo, da mente, do estar bem, será que isso é celebrar?

ahhh e já ia esquecendo, desenrolar o que? Ta tão enrolada a coisa assim, ou é só o ponto de vista?

O que tem estado enrolado?

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