• Rafael Urquhart

Como dar um tempo?

Adoro escrever e refletir sobre o tempo, essa pergunta é tão aberta, tão aberta que se tornou contraponto de uma frase comum no nosso dia a dia quando alguém nos perturba, “dá um tempo”.

Todo mundo precisa de tempo, certo? Esses dias refletindo sobre o que eu escolheria frente a um gênio da lâmpada. Fiquei refletindo de como seria o meu pedido relativo ao tempo, primeiro pensei em um dia ter 30 horas, mas logo vi que ia ficar em descompasso com os demais e talvez isso me trouxesse uma série de problemas, depois pensei em pedir para o tempo passar mais devagar, mas refleti e pensei em todas as situações que isso seria extremamente entediante, pensei é claro em juventude eterna, mas perderia toda a sabedoria e a calma que o corpo nos dá pelo tempo. Por fim decidi só pensar numa forma de aproveitar o tempo presente.

Mas como dar? Tempo de quê? Tempo para quê? Tempo para o outro? Tempo para mim mesmo?

Dar um tempo é tão aberto, que talvez eu vá pela simplicidade de buscar um sinônimo, tipo esperar ou afastar os pensamentos sobre algo por um tempo.

Fico com essa última, afastar a percepção e os pensamentos sobre algo pode ser descrito como dar um tempo. Estou nesse momento dando um tempo de ações colaborativas e afins, não que eu não goste ou não queira, adoro. Mas me dei um tempo para NÃO PENSAR SOBRE. Dei um tempo também para algumas comunidades que apoio, para algumas pessoas com quem gosto de conversar e refletir. Mas o foco ainda esta sobre dar um tempo para mim mesmo.

Quem já não teve um tempo na relação, seja qual for. Tipo vamos dar um tempo. Sem conversa, sem pensamentos, sem percepção, um esquecimento por um prazo. Talvez um lado ou outro não consiga ficar sem pensar, mas é só por um tempo?

Como gostaria de dar um tempo, para politica, para as guerras no mundo e para tudo de mal que sou capaz de perceber. Simplesmente fazer que não vejo, não percebo, não penso sobre, dar um tempo.

Parece que ficou mais difícil.

Incrível, mas o tempo é assim mesmo, é sobre percepção e não matemática. É sobre saber onde focar e pensar, ou seja sobre escolhas no tempo. O tempo na verdade não nos consome. São as escolhas que fazemos durante ele que nos fazem pedir ou oferecer tempo uns aos outros.

Como é encontrar com quem se é?

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