top of page
  • Foto do escritorRafael Urquhart

Como não se deixar levar?

“Deixa a vida me levar, vida leva eu.”

Quem já não cantou radiante esse refrão? Soltar, se permitir, relaxar, deixar acontecer. Sempre vibrei com essa letra até me debater com a pergunta. Tem uma parte de mim que quer trazer leveza e deixar que eu va conduzindo conforme as coisas vão rolando, deixando a vida me levar, sem preocupação, sem desgaste, sem trauma e sem uma série de artifícios que surgem do contato social.

Ahh, então é só deixar levar? Não.

Pelo menos não para mim. Quando deixo me levar, acabo embarcando em conversas que não vão gerar ação, as chamo de “papos de buteco”, se fala muito e no outro dia nada foi feito. Talvez no máximo despertamos consciência em nós e no outro, mas não passa disso.

Tenho caído em várias armadilhas no WhatsApp, a das redes sociais aprendi a evitar, mas no aplicativo de mensagem, por conhecer as pessoas, confronto, debato, coloco minha opinião e começo a ficar pesado nos textos e nas respostas em instantes. Confesso que chega um ponto em que a raiva surge em mim e paro. Pronto deixei me levar mais uma vez pelo papo de boteco, e talvez a raiva que quero despejar no outro primeiro se preenche em mim.

Deixei me levar outra vez.

Começo a operar no modelo padrão então, não é comigo, não emito opinião, fico no meu mundinho, me resguardo, cuido de mim e do que é meu (sim das minhas coisas, mais adiante falo sobre). E neste modelo também acabo me deixando levar pelo comodismo, pela não importância, pela paralise e pela não ação.

É difícil, falo sinto raiva, fico parado sinto raiva, o que fazer?

Não é sobre o “Como não…?” é sobre como SIM, é sobre fazer. Ok mas pra fazer é necessária preocupação, preparo, entendimento, foco e planejamento. Será? Fazemos por que escolhemos ou baseados no que os outros vão pensar. Se medimos todos os riscos de algo realmente fazemos ou ficamos mais paralisados?

Deixar a vida me levar é uma coisa, deixar me levar pelos outros é outra.

Quando falo da vida ela está em mim, dentro de mim, na minha história, experiência e perspectiva. Posso deixar esse guia conduzir, talvez a palavra que represente seja INTUIÇÃO. Ela mesmo, deixar a preocupação e passar a acreditar fazendo se permitindo errar querendo acertar.

Já o deixar se levar pelo outro, não tem nada meu, não tem nada da minha opinião (talvez um pouquinho), não é meu, não partiu de mim, se vou assim as cegas pelo outro, o caminho pode ser desastroso, é como deixar-se conduzir por alguém que pode não saber dançar.

Fico com a primeira, mas sem deixar de perceber os que me cercam, se vou entrar junto em algo que iniciou com outro, converso o suficiente para que se inicie um novo ponto em mim, com um novo inicio partir da minha perspectiva.

Então sim, volto a cantar o refrão com maior clareza, com um pouquinho mais de sabedoria, de que na verdade, o que importa é escolher e fazer, que o fluxo é mais importante que ficar analisando preso ao que os outros pensam ou fazem.

Como não omitir opinião?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

...e se tudo fosse sobre aprender?

Uma premissa básica talvez? Uma constatação quem sabe? Triste ou feliz, tenso ou relaxado, rico ou pobre, bem ou mal, sei la quantos outros paradoxos extremados binários em que por padrão comum carreg

E de fato o que é sonhar?

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f

Comments


Post: Blog2_Post
bottom of page