• Rafael Urquhart

Como perceber que nos querem bem?

Talvez, o ponto chave seja LEMBRAR de todos aqueles que nos querem bem. E essa lembrança reforce essa percepção de se sentir querido.

Olho pra pergunta e me vem presente a dica de fazer aniversário mais vezes no ano, ou simplesmente criar mais pontos de celebração sempre que possível.

A pergunta ficou no ar, na quinta, na sexta e com o tempo curto o espaço de resposta percorreu estes últimos 5 dias, entre o dia 5 e 10 de março. Engraçado por que foram dias em que percebi uma quantidade enorme de pessoas que me querem bem e querem o meu bem. A correria se justifica por dar o meu máximo para anfitriar e estar presente com todos aqueles que reencontrei nos últimos dias.

Com alegria fiz o lançamento do livro no dia 6, mais um sonho que se realiza. Mas mais que a realização fica a sensação que este sonho e sua completude foram bem CELEBRADOS, receber os feedbacks, as mensagens de apoio, os agradecimentos e principalmente os abraços e sorrisos fizeram com que minha caixinha de se sentir amado transbordasse de uma forma incrível. Voltei a perceber, voltei a interagir.

Sim tive muito medo, medo dos livros não ficarem prontos ( e isso aconteceu 8h antes do evento), medo de não saber o que falar, medo das pessoas não se sentirem a vontade, medo do meu ego e tantos outros medos difíceis de transcrever em palavras. Talvez o medo maior é de que as pessoas não aparecessem. Por mais que eu saiba lidar com todos estes medos ou que tenha inúmeras ferramentas e experiências para isso, eles sempre estão lá. Contrariando o medo, coloquei energia na simplificação. Vamos sentar em circulo, deixamos 2, para um grupo menor no centro e outro maior na volta, que não faltem e também não sobrem lugares. Que tenha pelo menos alguns amendoins para que se alguém chegar com fome o acesse, da mesma forma que agua e outros refrescos mais gelados. Que eu consiga estar presente, para os que podem ficar pouco e também para os que podem ficar mais tempo.

Em resumo, coloquei meu foco em estar com as pessoas. Sinto uma gratidão enorme ao Gui Viegas e suas palavras no círculo de conversa que se formou. Foi um choque de realidade, tomando a frente e pedindo que eu permitisse receber um pouco de carinho de quem estava por lá, que de alguma forma eu deixasse a “caixinha de receber” aberta a elogios lembranças e ao bem querer.

As vezes passamos rápido pelas pessoas e não nos damos conta e na maioria das vezes não sabemos as sementinhas que deixamos. É uma interação breve, mas se teve presença, com certeza ela fica na memória. Recebi presentes lindos de pessoas que eu não tinha idéia que tia impactado, reencontrei pessoas que não via a muito tempo. Me reencontrei também comigo mesmo, depois de mais de 4 meses sem uma conversa em círculo.

Volto ao como perceber, e fico com a sensação que definitivamente precisamos ESTAR e SER mais, talvez mais que ontem, mais que agora, não sem bem o “mais que quê”. Mas é um sentimento estranho de que tenho interagido pouco, e que nestes últimos dias extravasei a vontade de interagir, seja almoçando, bebendo, rindo, abraçando, conversando, lendo, estando das mais diversas formas.

A maioria nos quer bem, talvez é deixar a portinha mais aberta para mais trocas e mais interação.

Qual a percepção quando o campo de possibilidades é infinito?

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