• Rafael Urquhart

Como se portar frente ao desafio do novo?

Agir, fazer e experimentar.

Essa semana fui desafiado por um amigo a facilitar o jogo do herói online. No inicio fiquei receoso, com as possibilidades difíceis de lidar ao criar um contexto de energia, aproximação e conexão muito fortes relativos ao processo de condução deste jogo.

Relutei, pensei em pedir ajuda, pensei em evitar a situação. Afinal o jogo do herói uma descoberta, um processo de autconhecimento muito forte baseado em presença conexão e sincronicidade. Já não facilitava presencialmente a mais de 15 meses, muito por não sentir presente a energia necessária para a condução do processo.

O convite para experimentar em um novo modo, mais digital, longe das pessoas, eu em Natal no RN e os participantes em Porto Alegre e Florianópolis me colocou em duvida e medo da real possibilidade de eu conseguir “dar conta”. A insistência e a confiança depositada estiveram no mesmo nível, e em algum nível da minha consciência busquei o SIM necessário para experimentar, correr o risco e enfrentar o desafio.

Engraçado por que muito do jogo é sobre isso, sobre sair do mundo conhecido, enfrentar um grande desafio de frente, e partir para uma nova descoberta para um novo caminho na direção do desconhecido. Enfrentar um desafio é uma jornada reticente, contínua e corriqueira. Todos os dias temos uma, nos mais diferentes níveis de dificuldade.

Campbell descreveu brilhantemente a jornada heróica em herói de mil faces. Sua narrativa e observação a respeito dos heróis mitológicos da humanidade encontrou um padrão dialético, narrativo e por fim comportamental. É do humano paralisar ou reagir perante um desafio, cada jornada nas suas infinitas possibilidades é carregada de um mesmo padrão, seja nas fáceis ou nas difíceis.

Sempre existe um convite, aceitável ou não, para que iniciemos uma nova jornada frente a um novo desafio.

Me pergunto como me portar, e creio que a palavra perene de aprendizado, vestindo o capuz de aprendiz mais uma vez me permite topar qualquer desafio, mesmo aqueles que acredito impossíveis. Estar aberto a aprender, a enfrentar os medos existentes e percorrer uma nova jornada, com desafios novos e um desconhecido a explorar, permite em primeiro plano despertar pelo menos novos aprendizados, com êxito ou sem êxito aprender é uma certeza.

Deixo o convite a batermos de frente com nossos desafios, enfrentarmos e nos colocarmos como aprendizes, se precisar de ajuda me chama, que agora depois de experimentado, posso facilitar uma nova perspectiva perante a jornada de enfrentar desafios.

O que acontece quando falamos do coração a partir da nossas histórias?

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