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  • Foto do escritorRafael Urquhart

Como transmutar o pessimismo?​​

Atualizado: 29 de mar. de 2022

Cenários ruins existem. Como usá-los como informação ao invés de direção?


Vivemos num mundo bipolar...(favor não associar o termo a doença).


Parto dessa premissa de que de algum modo operamos com dois polos, positivo e negativo, esquecendo da neutralidade que existe nesse meio. Com o advento da tecnologia da informação, fomos ainda mais longe e de algum modo eliminamos o caminho do meio na equação com nossos paradigmas binários, 0 ou 1.


É certo que muito do que vivemos precisa ser classificado, certo ou errado, fácil ou difícil, tenso ou leve, e de alguma forma nessa dicotomia de termos e palavras vivemos uma era do "ou", sem perceber que a depender da perspectiva podemos ser pessimistas dentro de um otimismo, ou o contrário, encontrar otimismo em meio ao pessimismo, somente mudando a granularidade da observação ou o próprio observador.


Que tal se integramos tudo isso, como no brilhante trabalho de Ken Wilber?


"O ponto é unificar os opostos, tanto positivos quanto negativos, descobrindo um terreno que transcende e engloba ambos."


Por mais que eu tente, não posso negar o pessimismo, ele existe, está ali, disponível, como uma leitura de cenário mergulhada em medo. Já me usei do termo de que o "medo" é um sinal válido para nos alertar algo. O pessimismo talvez também.


"Eu tenho em mim um viés pessimista grave."


Assim diria se fosse determinar uma patologia sobre este pessimismo. As vezes me agarro por tempo demasiado nesse pessimismo, que dentro de mim e no meu entorno se torna a verdade, deixando de lado os movimentos e observações positivas que contrapõe esse polo.


É certo que sou também otimista, quando sonho, quando planejo, sempre olho para o melhor cenário possível, o otimista dos cenários, é nele que habita minha força para seguir, e aceitar o cenário que emerja.


Não sei se é assim que transformamos pessimismo em otimismo, é apenas como tenho feito. Ocorre que nos últimos anos a proporcionalidade de tempo operando no pessimismo tem sido maior que no otimismo. Talvez por esse desequilíbrio, parte desse pessimismo passou a se tornar direção, quase que num suspiro aliviado dizendo, "VIU FALEI QUE IA DAR NISSO".


Se nossas escolhas e ações determinam a grande parte do que acontece conosco, por que não, usar desse pessimismo generalizado em que estamos inseridos, apenas como sinal, como uma perspectiva possível e que nos remete a cuidado, de tomarmos ações em equilíbrio que nos levem a outro lugar, nem tão otimista, nem tão pessimista, mas preparado por nós para nós.


O que fazer quando um sonho te tira o sono?

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