top of page
  • Rafael Urquhart

Comunicar para quem?

Refletindo nos primeiros segundos frente a pergunta…

Os manuais descrevem que devemos definir o público que queremos atingir, estudar este público, empatizar, sentir o que eles sentem (se isso já for verdade melhor), entender suas dores e pontos que valorizam, para a partir destas informações elaborar uma história ou roteiro, que comunique nossa intenção através da linguagem e forma que conecte esse público alvo.

Interessante pensar, que temos as habilidades de construir narrativas que conectam, baseado no que estudamos do outro, e que talvez consigamos ainda ser nós mesmos, comunicando o que sentimos, com um planejamento prévio pra utilizar as palavras certas no momento certo.

E se não tenho um público definido? E se ainda não a quem comunicar efetivamente? Um passo atrás?

Fico me perguntando se é arrogância ou prepotência, insistir em comunicar quem sou da forma quem sou. Mesmo o universo dizendo que preciso polir minha comunicação para se encaixar em padrões melhores. Escrevo abertamente sem medo, podendo ser interpretado de múltiplas formas, e quando o faço de fato não estou pensando no público que lê, estou refletindo a mim mesmo, da minha forma, do jeito que me aceito, e pode ser que para algumas pessoas isso encaixe ou não.

Ainda assim preciso definir um público, para então comunicar. Fico um pouco engessado nesse conceito, comunicar é uma atividade básica humana, fazemos todo o dia, a todo instante, com a fala, com os olhos, com os gestos e com o corpo. Não é só nas mídias, na tv, na escrita ou em plataformas. Comunicamos ao vivo, no um a um o tempo todo. Será que pra isso preciso estar extremamente robotizado, planejado e com as histórias desenhadas previamente para refletir?

Aprendi com a CNV a observar mais, a escutar o outro (embora isso ainda me seja difícil na prática), a oferecer e pedir o necessário, tudo ao vivo, tempo real, sem planejamento e sem definição de público. Pode ser que conecte pode ser que não, mas estou comunicando ao outro o que tenho de melhor a oferecer naquele momento, assim como pedir o que preciso naquele instante.

Ambas as formas, a do marketing que comunica depois, ou a humana que comunica ao vivo, se parecem no perceber o outro, e oferecer a melhor história ou a melhor escuta. Mas volto a pergunta e me pego novamente no comunicar pra quem?

Comunicar pra mim…seria a resposta imediata, afinal a intenção o interesse de comunicar é que me faça bem, começo por ai, e sigo na mesma lógica conectando qual a intenção que esta presente nesta comunicação para mim, quando encontro o outro?

Fecho talvez com perguntas, mas a real intenção que me vêm é que quando comunicamos algo á alguém o objetivo é satisfazer uma intenção própria que me faça bem, se não já partimos desconectados.

O que significa pra ti a pergunta, o que comunicar?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Uma premissa básica talvez? Uma constatação quem sabe? Triste ou feliz, tenso ou relaxado, rico ou pobre, bem ou mal, sei la quantos outros paradoxos extremados binários em que por padrão comum carreg

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f

Post: Blog2_Post
bottom of page