• Rafael Urquhart

Do complexo ao simples, como fractalizar?

Decompor em partes menores aquilo que não pode ser observado no estado atual ajuda a resolver uma série de problemas. No reduzir essas partes podemos encontrar padrões nas partes menores que refletem os mesmos padrões das partes maiores, como um fractal em que o menor decomposto espelha a fração maior. Não é em todos os campos de observação que isso acontece, mas para sequências lógicas de comportamento e ação isso se aplica muito bem.

Já escrevi sobre o modelo Cynefin que traduz comportamentos sistêmicos de tratativas de problema numa lógica que sai do complexo ao entendimento simplificado e vide versa. O interessante dessa observação e perceber que todo e qualquer sistema é composto por padrões de complexidade associados a padrões de simplicidade, a simplicidade está mais associada a elegância, a elaboração de um funcionamento quase que natural na sequência lógica das coisas no tempo certo em que tudo se acomoda.

Simplificar exige tempo, paciência, cuidado em substituição ao controle, documentação e observação da jornada percorrida, para aí então podemos observar os níveis evolutivos de simplicidade, como falei simplificar é mais sobre ser elegante do que facilitar, é mais sobre aceirar e utilizar dos acontecimentos do sistema a favor, e como olhar pra correnteza de algo e perceber que o vento também interfere e pode apoiar, ou a temperatura, ou a iluminação ou a velocidade e atrito.

Todo sistema é abastecido de interferências e interações de toda ordem, a maioria delas não observadas pela sua dimensão de complexidade, a diferença é que a busca permanente pela simplicidade mantém a constante evolução, utilizando de um fractal menor para entender o maior o mesmo acontecendo na direção contrária.

Fica complicado o vai e vem das ideias pra quem lê, mas imagine que uma solução aplicada em outro sistema pode ser utilizada como recurso no sistema observado, não preciso ser especialista em algo, mas sim ter a capacidade de observar esse algo na melhor amplitude das suas dimensões a ponto de poder conectar padrões de ferramentas, soluções e habilidades observadas em experiências anteriores passíveis de aplicação no agora observado.

Por fim, e na busca do como, fractalizar permite que eu divida o problema em partes menores mantendo a simetria do padrão e dificuldade anterior, é como se pudéssemos reduzir o problema, trazendo observações do campo maior para o de menor escala. Resolvendo e entregando, até que possamos voltar com as soluções do fragmento para a solução do elemento como um todo.

Quais as possibilidades em ampliar ou reduzir o campo de observação no presente?

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