top of page
  • Rafael Urquhart

E se, o silencio de se permitir observar te trouxer novas perguntas? (10/ago)

Um dia em silêncio, falando o necessário, sem confabular, sem reclamar, sem se aprisionar, simplesmente deixar o dia passar.

80% do tempo na poltrona, com distrações da grande tela, pequenos cochilos, olhares pro céu, olhares pro nada, observares no claro e no escuro, simplesmente em silêncio.

Esse silêncio consigo começa a produzir revoltas internas, sussurros, orações, pedidos e intenções. A culpa bate, grita em silêncio avisando que algo precisa ser feito, só que energia só permite que o silêncio seja a ação do momento. É sobre descansar, mas sem descansar. É sobre parar sem fazer nada, mas querendo fazer muito, é sobre observar a si mesmo de um lugar especial sem saber muito no que vai dar, simplesmente estando.

Impossível que não emerjam perguntas começando com “Por que” em tons de cobrança. Difícil não visitar o passado na mente e olhar para os pontos não vistos antes e se perguntar ainda o que foi aprendido ou percebido. No silêncio sozinho ainda é possível escrever, tardiamente sobre a semana, mas ainda em tempo de observar tudo que aconteceu nos detalhes menores e se perguntar, que semana curta, por que não fiz mais?

As perguntas de culpa vão silenciando, e o observar te permite olhar para outras coisas. O que mais já tenho que posso multiplicar? Com quem preciso falar? Quais os canais que ainda não abri? O que efetivamente devo focar? Qual o próximo passo nesse caminhar sem fim? Qual o próximo ponto? Ponto e virgula ou ponto final? Quais pontos de luz preciso focalizar? Onde meu repertório é útil? Quais vagas e necessidades de outros devo olhar? O que não estou vendo?

Hoje quase encerrei o site da Ecoopower, já que veio mais uma fatura de dominio e hospedagem. Não tinha mais olhado, mas existe um tráfego frequente vindo dos EUA sem explicação nenhuma, ai paro, reflito e me pergunto, o que precisa acontecer pra continuar. Olho para outros sites meus em aberto, sem uso, sem movimento, e me pergunto, por que pararam?

Em silêncio observo camisetas, baralhos, palestras, movimentos, cursos e programas, que também de alguma forma pararam. Eu parei, e continuo parado a partir de algumas perspectivas. Deixei muita coisa com ponto e vírgula, sem dar continuidade, e sem passar o bastão. Toda esta observação habita o silêncio que esta em mim. Analisando as palavras que não falei, os movimentos que não fiz, e as cobranças que faço de mim mesmo.

O silencio realmente não silencia, estar em silêncio é um desafio, fazer silenciar o todo é um desafio, o silêncio da voz, infelizmente não é o silêncio da mente. As distrações se acumulam, a pressão aumenta e a cabeça parece que explode de tantos pensamentos.

Talvez quem me lê neste instante possa pensar, o Rafa não está bem, algo esta mal. Sim e não, talvez eu tenha nesse momento mais artefatos e repertórios para refletir, talvez no limiar da loucura e do desconforto existam perguntas ainda não exploradas, e se refletir e perguntar é o que gosto de fazer, até mesmo a insanidade do silêncio e perguntas a si mesmo podem ser sinais de que esta tudo bem no seu caminho e simplesmente o universo me encaminha mais situações para refletir e pensar.

O silêncio traz perguntas e não respostas, minha busca aqui nos textos não são efetivamente as respostas, mas sim a reflexão das perguntas que deles emergem, mesmo que fora do dia a dia, mas num contexto em que o dia está todinho disponível a disposição pare pensar, silenciar, refletir e perguntar sobre de onde vim e para onde vou?

Qual a escolha de ser pai?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Uma premissa básica talvez? Uma constatação quem sabe? Triste ou feliz, tenso ou relaxado, rico ou pobre, bem ou mal, sei la quantos outros paradoxos extremados binários em que por padrão comum carreg

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f

Post: Blog2_Post
bottom of page