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  • Foto do escritorRafael Urquhart

O que o fazer tem me ensinado?

A aceitar.

Simples assim.

Fazer, refazer, experimentar, testar, inssistir, fazer denovo, recomeçar, mudar a estratégia e continuar fazendo tem me trazido o aprendizado da aceitação.

Aceitar que independente do resultado vou ter aprendido algo diferente. Aceitar que a perspectiva que eu coloco sobre o que me cerca, é diferente de todas as perspectivas existentes dos outros que as veem. Ou seja, a minha perspectiva nunca é igual a do outro, existe sempre uma diferença, mesmo que mínima. E o meu fazer gera em mim um aprendizado diferente de que me vê fazendo ou que se experimenta num fazer semelhante.

Mas sobre que fazer está falando Rafa?

Ontem a noite conversava com meu amigo e inspiração Gui Viegas, assisti uma live dele com o Bruno Deos, e me chamou a atenção os aspectos do design Think de entender primeiro para depois fazer, inversos ao modelo lean startup, de fazer e aprender com o feito. O Gui domina o assunto, do fazer e aprender, e aprendi muito com ele esse passo de testar rápido aprender o suficiente para testar melhor.

Sem me perder, o fazer que estou falando é todo o fazer, toda a ação. A experiencia com a Simplify me ensinou que a maioria trava, espera, precisa entender tudo primeiro para depois dar um passo. É sistêmico, não é culpa de A ou B, estamos inseridos num sistema que nos ensinou que primeiro temos que aprender para depois fazer, sem dar luz ou percepção para todo o aprender que resulta do fazer. Louco não?

Mas fazer com o que se tem, com as ferramentas que se tem, torna disponível um novo aprendizado ou as vezes a criação e significação de novas ferramentas para fazer melhor. Duas semanas atras tentei trocar um cano com as ferramentas que tinha disponíveis, fui a minha exaustão, até entender a ferramenta certa que eu precisava, acessei ela e em poucos minutos tinha resolvido o problema.

Poderia ter analisado, pedido orçamentos, contratado alguém, deixado o cano como estava. Entre todas as soluções possíveis, eu gastaria uma grana a mais, teria demorado mais, e o cano teria continuado a vazar. O cano tava ali eu precisava parar o vazamento e encontrar a solução. Aprendi o valor que tem um encanador, e não só suas ferramentas mas também a prática e domínio sobre elas.

Resultado, o cano foi concertado, aprendi o uso de duas novas ferramentas, e fiz aprendendo.

No fim aceitei, que o cansaço que bateu em mim foi valido pelo aprendizado e jornada de poder dizer que fui eu quem fiz e tecer toda uma história de aprendizado do que foi feito.

Como aceitar os tempos diversos que nos cercam?

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