• Rafael Urquhart

O que pensamos quando estamos dormindo?

Será que pensamos?

É uma boa pergunta para o que sei que não sei. De verdade, não sei o que penso, por que não sei se penso.

Sonho muito, faço conexões de toda ordem, volume e dificuldade. As vezes como hoje, acordo, ai penso sobre o que eu estava sonhando e colho os aprendizados, ideais, insights ou simplesmente mais perguntas.

Hoje foi uma boa manhã, acordei repentinamente com ideias borbulhando na cabeça, muitas ideias, um papel e em poucos minutos planos e sequencias que vinha procrastinando em fazer. Fiquei refletindo sobre este tempo dormindo e qual a diferença desta noite para outras.

O que emergiu hoje de manhã é fruto de pensamentos frequentes nos últimos dias. Posso chamar de afazeres, ou de tarefas que vinham sendo estruturadas na minha cabeça em grau de detalhes e possibilidades infinitos. Não consegui em nenhum momento acordado concretizar, concatenar ou convergir para algo factível de ser feito. Eis que sonhando, numa noite de sono profundo, acordo com os esquemas cruzados ligando o que vinha pensando numa forma estruturada e positiva.

Será que pensei dormindo? Ou simplesmente minha mente conectou pontos que eu vinha armazenando?

Fico iludido com esse pensar, as vezes acho que tenho a capacidade de dar entendimento e pensar sobre tudo, e insistentemente tenho obtido experiências contrarias tornando insignificante a importância dos meus pensamentos e num paradoxo contrario valorizando-os na soma dos pontos. É como se eu pudesse relaxar e deixar de pensar no todo, me concentrando apenas nos pequenos pontos, nas pequenas malhas, deixando para os momentos de sono profundo as costuras, esquemas e sistemas mais complexos.

É com se durante o dia meu foco precisasse realmente estar no simplificar e a noite no desconhecido mundo dos sonhos e do sono, esses pontos mais simples se conectam de outras formas, dando significados sistêmicos a muita coisa que venho fazendo.

Percebi que o que fiz diferente foi na noite anterior estar presente ao que venho semeando, passei algumas horas celebrando e reconhecendo, assisti na integra duas lives que fiz na ultima semana, aprendi me ouvindo mais uma vez, foi como se alguma parte de mim tivesse percebido novos saberes ao meu ouvir novamente, estranho talvez, mas foi a mesma sensação que tenho com frequência ao reler perguntas do meu blog, ou capítulos do meu livro. É como que volta e meia eu preciso retornar pra regar um pouco mais algumas sementes e perceber que elas estão aos poucos frutificando.

Meu pai sempre me orientou a investir no meu conhecimento e experiencias, pois a longo prazo isso teria retorno certo, ninguém poderia tirar isso de mim. Nos últimos 7 anos levei essa máxima a outro nível, investi tudo que tinha guardado em experiencias e conhecimento, tudo mesmo, ao ponto de não ter mais reservas. Nesse investir fui nutrindo sementes e pensamentos simples, ideias, histórias, experimentações, percepções e por que não pequenas frações de sonho.

Quando me concentro em celebrar no fim das noites, me reconhecendo a mim mesmo, percebo que fica nítido que abro o espaço para sonhar na noite que chega. Seguindo definitivamente o ciclo do Dragon Dreaming, nas noites que celebro antes de dormir, o dormir se dá mais suave, com sonhos ricos e profundos, que me permitem esquematizar ideias ao acordar e dar inicio a novos planos.

Ainda acho que não pensar é um nível elevado de consciência, por enquanto me deleito com o não pensar das noites de sono onde o sonhar é a máxima, talvez no futuro eu possa também deixar de pensar em alguns instantes durante o dia, para trazer mais luz a dinâmica entre os meus pensamentos e minhas ações.

E se, simplesmente cuidarmos das sementes que deixamos espalhadas por ai?

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