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  • Rafael Urquhart

Onde mais podemos perceber valor?

Estamos cercados de valor, traduzidos em ofertas…

É tanta oferta que o sentimento de “não consigo dar conta” chega logo de cara. Não consigo por que não posso reconhecer esse valor (pagando), ou ainda pior, não consigo por que não tenho tempo suficiente para perceber esse valor em mim. Gostaria, mas, preciso dizer não nesse momento.

Tem tanta coisa disponível e ao mesmo tempo tanta coisa indisponível, que me pego seguidamente preso no meio desse paradigma, de quais valores que preciso nesse equilíbrio entre muito e pouco.

Faço parte de um grupo seleto, e é importante dar essa ênfase, por mais que me preocupe constantemente com dinheiro, ele não me falta, atende todas as minhas necessidades básicas e os privilégios que escolhi e me deixam ainda seguro por um período de 4 a 6 meses.

Ok, mas sigo a busca infinta de continuar entregando valor aos outros para que através do reconhecimento em “dinheiro” eu possa financiar minhas escolhas de sustento.

Escrevi algumas vezes que podemos perceber valor sobre aquilo que experienciamos, que nos serve, que nos atende ou ainda que nos nutre. Percebo valor entregue pelos outros, mas não é sempre que paro para pensar no valor que percebo entregue por mim mesmo, inconscientemente no como faço as coisas.

Fiquei neste exato instante alguns segundos presente com o contexto “onde mais”, como se já existisse uma exploração imensa sobre o assunto. Fico tentado a simplificar com um “Aqui”, “Agora”, “onde estou”.

Mas parece que “tenho que” continuar buscando.

Nessa busca esse onde mais pode ser traduzido “em que”, ou no “o que”?

É como aquele olhar sobre um espetáculo, onde percebemos tudo que acontece na frente da cortina, mas desconhecemos o que rola por traz. Talvez naquele doce delicioso que experimentamos escutando uma musica num lugar arejado e bonito tomando um café, mas desconhecemos todo o processo envolvido na construção daquele experiencia e daquele simples doce.

Ontem estive em uma experiência riquíssima, me experimentando em alguns lugares diferentes durante o processo. Primeiro experimentei a preocupação do bastidor. Esta tudo pronto? Onde podemos ajudar? Vamos com o que temos. Fazendo o melhor que podemos. Era convidado e anfitrião ao mesmo tempo, por hora com a atenção de escuta na frente de muitos, por hora na função de passar slides. Fui pro campo pra me envolver na conversa, recebi alguns feedbacks interessantes, e voltei novamente pro bastidor, me deliciei com muitas perspectivas, mas ainda assim desfrutando de todos estes lugares distintos de perceber valor, meu foco ainda estava embuído em onde entregar mais valor, num lugar de nao suficiência de que o processo sempre pode melhorar, a experiência sempre pode agregar algo a mais.

Percebo agora depois de resgatar essa experiencia, de que por mais bela e profunda que seja a reflexão aqui, vou continuar repetindo onde mais posso entregar valor ou onde mais podemos perceber valor. Literalmente numa busca insana e infinita. Melhor, melhor e melhor, pois sempre vai ser desconfortável. Sempre vou ter essa insanidade de buscar fazer melhor e melhor.

Até quando? Quando dizer é suficiente?

Fiquei tentado a fazer diferente, como é fazer o que faço nos bastidores com a cortina aberta? Como seria deixar a parede da cozinha transparente as percepções de erros e acertos, e aos valores que ainda ninguém percebeu? Como seria deixar aberta todas as perspectivas e campos de possibilidade para quem recebe algum valor entregue por nós? Como dar voz aos bastidores?

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