• Rafael Urquhart

Para que comparar?

Para estabelecer uma referência…

Para avaliar…

Para saber se foi bem ou se foi mal.

Em algum nível comparo por necessidade de controle, é como se eu precisasse saber os parâmetros, contexto e situações semelhantes que me dão retorno se algo esta indo bem ou mal.

Não sei quando comecei a fazer isso, talvez na escola, mas me parece natural, como se fizesse parte de mim comparar. Independente do julgamento ou da situação, comparar está tão enraizado em mim que parece natural, faço no automático sem me dar conta, quando vejo estou comparando.

Me comparo com o outro também. Quando não encontro uma referência crio minha própria referência comparando o meu eu do antes com o meu eu do depois.

Fico pensando mais um pouco, e comparar é como se fosse um 7º sentido, se estou de olhos fechados preciso abrir os olhos para saber onde estou andando, talvez nisso compare entre seguro e inseguro. Vou mais além quando sinto um cheiro busco comparar com algo conhecido, “humm isso é cheiro parecido com…”. É incrível por que navego em todos meus sentidos, e por algum motivo parto de uma comparação com algo que conheço, seja em qual for dos sentidos.

Então comparar já passa a não ser tão ruim, e talvez não seja uma escolha e sim uma resposta entre o conhecido e o desconhecido, um mecanismo humano que trabalha com a memória e com a experiência adquirida. Comecei a me perder mas aprofundando e simplificando parece que comparar é algo tão natural como a gravidade, o calor, ou a luminosidade, existe, outros animais também o fazem além de nós e faz parte da natureza.

O interessante é que nos como humanos ao comparar escolhemos. E neste ponto encontro onde em mim a comparação é tão importante.

Comparo simplesmente para poder escolher melhor.

Quais os parâmetros das tuas escolhas?


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