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  • Rafael Urquhart

Quando exploramos a nossa criatividade?

Ela esta aí e aqui. Um dia falei que eu não era muito criativo, e fiz uma observação do tipo, isso é para “os criativos”. Com o tempo fui me experimentando fazendo outras coisas, e observando outros tipos de criatividade que eu não percebia antes.

Fazer algo diferente, apresentar algo novo, mudar a forma, mudar o caminho de casa, trocar as coisas de lugar, arrumar um espaço, desenhar, mexer com fotos e imagens, criar um minivídeos, elaborar uma nova apresentação. São habilidades criativas que fui percebendo aos pouco.

Tentei outras, e seguidamente inovo em processos e soluções como forma de ser criativo, ainda assim neste exato instante escrevendo estou sendo criativo na forma de apresentar minhas reflexões sobre criatividade.

Não sou um designer especialista, mas posso fazer alguns desenhos e apresentações, se quiser me tornar especialista, é começar a praticar, quem sabe daqui uns 5 anos eu não seja especialista.

É bacana mudar o prisma, se comparado com o outro é obvio que talvez eu me sinta pouco criativo, comparado com alguém que desenha todos os dias, ou tem 10 mil horas fazendo videos, fotos e apresentações eu com certeza estarei em um nível de “demonstração” de criatividade menor. Percebo que talvez a criatividade que avaliamos em nós seja medida pelo outro e não através dos comparativos de mim mesmo no tempo. Afinal me sinto mais criativo hoje do que ontem, e isso pode se inverter, já que sinto que criatividade é momento presente, é expressão, é métrica do ser.

Confesso nesse instante que andei me sentindo pouco criativo nos últimos 8 meses, desvalorizando minha própria criatividade e capacidade de criação. Já estive mais ligado, mais estimulado e mais ativo nos meus movimentos criativos, e percebo que isso me faz um bem danado, já que é através da expressão que me sinto sendo. Não pinto quadros, mas já interpretei, não sou musico mas ja arranhei um violão e uma gaita. Não cantei no palco, mas ja descobri formas diferentes de falar e apresentar algo a alguém.

Essa semana atualizei meu site, mexi em algumas imagens que me impactam, reescrevi formas e formatos de me apresentar, ajudei algumas pessoas a se expressarem também por outros meios e soltarem suas criatividades. Não sei se fiz bem ou mal, só sei que fiz e me senti vivo, sendo, me expressando com foco no mais simples e na melhor possibilidade que posso fazer agora.

Lembrei que a pergunta é quando, se não consegui expressar isso até aqui, penso que o momento é presente, talvez você ou eu não estejamos percebendo a criatividade presente em cada instante, em cada olhar, em casa analise, expressão ou movimento da nossa interação com o mundo, com o outro e com tudo que nos cerca até a criatividade direcionada a nós mesmos.

Quão difícil é estabelecer alinhamentos em relações de poder?

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